domingo, 5 de dezembro de 2010

Nova temporada

Duas semanas atrás participei da minha última prova do ano, o meio iron de Pirassununga.
Apesar de estar em um momento de muito trabalho e por isso treinando menos, tinha dúvidas de como seria meu desempenho na prova.

Para minha surpresa, fiz as três modalidades melhor que no ano passado, porém no final da corrida não consegui manter o ritmo, principalmente pelo forte calor que estava naquele momento, mas mesmo assim fiquei muito satisfeito com o resultado.

Pratico triathlon a quase cinco anos, e acho que ainda me falta muita experiência, principalmente com relação aos treinos. Difícil achar o ponto ideal entre quantidade e qualidade... muitas vezes treinar mais acaba sendo menos, ou seja não significa uma performance melhor. Mas como achar o ponto ideal? Principalmente para atletas amadores, que possuem ainda mais variáveis que influenciam o resultado dos treinos.

Achar este ponto próximo do ideal é fundamental para melhorar. Vejo atletas que de repente conseguem uma melhora muito rápida, depois de um bom tempo no mesmo nível. Acredito que se deva muito ao fato de terem achado o equilíbrio nos treinos!

Este final de semana é o fim das minhas férias de duas semanas. Fiz isso ano passado e achei muito bom, foi o sufuciente para passar o ano bem e sem nenhuma lesão. Amanhã recomeço um novo ciclo.

A princípio penso em fazer um olímpico, talvez o Internacional de Santos em Fevereiro e o meio iron de Caiobá em Abril. Vamos ver se dá certo!

Ale Gantus

domingo, 10 de outubro de 2010

Ironman Hawaii


Foi ontem o ironamn mais importante do ano, o campeonato mundial no Hawaii! Os melhores atletas profissionais e amadores do mundo todo estavam presentes e assistir foi um privilégio para quem gosta do esporte.

A transmissão pela internet foi boa, algumas interrupções pela minha velocidade aqui em casa, mas nada que pudesse atrapalhar, ainda mais com o twitter, onde as notícias e os comentários eram imediatos.

Infelizmente nenhum brasileiro competiu na categoria profissional, mas entre os amadores os presentes foram muito bem, com destaque para o Ciro Violin, que foi o segundo amador geral, feito impressionante!

Desde que comecei a praticar triathlon, sempre ouvi que a modalidade menos importante em uma prova, se é que podemos usar esta expressão, é a natação. Isso porque a diferença entre os nadadores é a menos expressiva quando considerada a prova toda, por isso a frase que se pode perder uma prova na natação, mas não ganhar! Com a prova de ontem acabei de concluir que o mesmo está acontecendo com o ciclismo. Muito difícil ver uma prova sem vácuo, desde olímpico até ironman, mesmo que seja proibido. Assim a decisão acaba sendo mesmo na corrida, beneficiando o melhor corredor, e não o atleta mais equilibrado entre as três modalidades. Uma pena, mas no fundo eu sempre soube que isso iria acontecer.

Para se ter uma idéia, dêem uma olhada nesse vídeo da prova de ontem: http://www.youtube.com/watch?v=x8-QkXjdCsM

Enfim, não é fácil conseguir índice para esta prova, só por este motivo os atletas que competiram estão de parabéns!

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Finalmente consegui encaixar três semanas consecutivas de treinos. Trabalhando até mais tarde todos os dias, estou treinando apenas pela manhã... com isso tive que diminuir um pouco os treinos de natação, mas no geral estou me sentindo bem treinando desta forma. Preciso continuar neste ritmo até 21 de Novembro, para o Long Distance de Pirassununga, prova que eu adoro pelo lugar e pelo nível dos atletas!

Ainda não sei o que farei de provas depois de Pirassununga, mas provavelmente repitirei o que eu fiz ano passado: duas semanas de férias (ou um pouco menos :-) ) e começar a base para o iron do ano que vem!

Um abraço a todos!


domingo, 22 de agosto de 2010

Quanto maior...

Esta semana assisti a algo totalmente inesperado: Cesar Cielo quebrando nos 100m livre. Quando achei que isso seria um motivo a mais para ele nadar os 50m ainda mais forte, acontece uma surpresa ainda maior: quebrou também nos 50m.


É impressionante a velocidade que os atletas impõe nessas provas curtas, tanto que quando um diminui o ritmo parece que ele parou de nadar!


Mas citei este fato pois vi que atletas como Cielo também “quebram”. É algo que a gente não pensa e percebe apenas quando acontece. E foi nítida a expressão dele depois das duas provas, totalmente frustrado e insatisfeito, sem bem entender o que tinha acontecido.


Como sempre ouvimos, são nas derrotas que aprendemos e evoluímos, mas é difícil aceitar isso, acredito que ainda mais para atletas que detêm as melhores marcas do mundo.


No começo deste ano tinha combinado um treino de bike com um pessoal no final de semana. Fui o segundo a chegar no local combinado, bem cedo e já havia um atleta lá, que até então eu não conhecia. Assim que eu cheguei, fui cumprimentá-lo e ele perguntou: “Você que é o Alexandre?”, aí pensei “nossa, estou famoso!”, e começamos a conversar enquanto o pessoal chegava.


Começamos a conversar mas acabou sendo um monólogo, ele só dizia o quanto pedalava,a que média, o quanto corria, a que velocidade, e o quanto nadava. E eu ouvindo e pensando “será que ele acha que está sendo agradável?”.


Naquela mesma semana li uma matéria muito interessante sobre os triatletas que só falam sobre as médias e as distâncias que eles fazem, o que acaba gerando um ar de arrogância para as outras pessoas.


Comecei então a reparar que o triatleta em geral, acredito que pela competitividade, parece mesmo ter uma necessidade em contar seus feitos... aí me peguei em mais de uma ocasião contanto para alguém como havia sido o treino x ou y. A partir daí comecei a me policiar muito para falar esse tipo de coisa apenas para quem me pergunta, quem se interessa, pois a maioria das pessoas não se importam se eu fiz 20 ou 40km/h de média na bike e etc.


Enfim, desde os atletas amadores até os grandes atletas olímpicos como Cielo devem estar preparados para os dias ruins. Mas para os que gostam de falar sobre os seus feitos esses dias vão doer muito mais e vai acabar agradando muita gente!


domingo, 15 de agosto de 2010

Prioridades...

Olá pessoal,


Depois de um bom tempo sem postar nada estou de volta.


De fato sempre existem muitas coisas para se comentar, o que falta muitas vezes é disciplina para nos organizar e controlar melhor nosso tempo.


Após o iron, meu volume de trabalho aumentou muito e com isso acabei deixando de fazer algumas coisas. É interessante como nos adaptamos à mudança na carga horária. Pode ser no esporte, no trabalho, no estudo... no começo sentimos mas em algumas semanas já estamos acostumados à nova rotina e nem percebemos o tempo passar. Me lembrei disso com o meu trabalho ultimamente.


Mas esta semana, finalmente, consegui cumprir por completo minha programação de treinos. Tudo perfeito, fechando em grande estilo com o treino de pedal nas duas serras (nova e velha) de Campos do Jordão, junto com meu amigo LODD.


Foi a primeira vez que subi aquela serra no frio... conforme subimos a temperatura cai muito, imagino como deve ser as grandes montanhas da Europa!


Aliás o ciclismo ainda falta um pouco para voltar à forma que eu estava antes do ironman. Natação e corrida voltaram mais rápido do que eu esperava, mas no ciclismo perdi alguns treinos chaves em função do trabalho, como os longos nos finais de semana, o que faz uma enorme diferença. Mas esse assunto trabalho x rendimento será um futuro post...


Para este semestre tenho apenas uma prova programada, o meio ironman de Pirassununga, prova que eu mais gosto do circuito.


Daqui a duas semanas (28 e 29 de Agosto) participarei do XTERRA QUATRO ESTAÇÕES (http://www.xterraquatroestacoes.com.br), organizado pelo meu amigo Alexandre Bigarella. Assim como no ano passado, minha participação será como staff. Esta semana fomos conferir o percurso, que passa por locais maravilhosos. Como qualquer XTERRA não será uma prova fácil, mas o visual compensa qualquer dificuldade!


Sempre criticamos nas provas algum ponto da organização, mas participando deste outro lado pude entender o motivo e a complexidade dos problemas. Não é fácil organizar um evento, não importa o tamanho, e temos que parabenizar quem tem a atitude de liderar um projeto como esse, sem apoio de governo ou de grandes empresas! Nesse ponto o esporte ainda caminha no nosso país, e tenho pouca esperança que as olimpíadas aqui mudem isso, tomara que eu esteja enganado!


Um abraço,


Ale Gantus

sábado, 19 de junho de 2010

Alimentação

Sempre ouvi e li muita coisa sobre a alimentação. Nos últimos anos o motivo era performance no esporte, mas é um interesse generalizado que aumenta juntamente com o crescimento do acesso às informações, onde as pessoas procuram apreciar novos sabores, encontrar novos produtos ou a dieta ideal para um regime, curar de doenças, entre outras coisas.

Surgiu a onda da geração saúde e frases como “a gente é o que a gente come”, ou “os três pilares do treinamento” (treino, alimentação e descanso) eram coisas que já estavam na minha mente quando comecei a levar o esporte mais a sério.


Após deixar de encarar o triathlon como um hobby, cheguei a ser um pouco radical com relação à alimentação. Não comia nada de gordura, doces, frituras nem carne vermelha. Após passar por algumas nutricionistas, hoje sigo uma dieta própria, que varia um pouco dependendo da fase do treinamento, mas não deixo de comer nada. Apenas como alimentos não tão saudáveis com moderação. Acredito que se comermos as quantidades ideais de carboidratos e proteínas, podemos sim comer algo diferente, de maneira moderada, que isso não irá atrapalhar em nada. Pelo menos no nível em que estou, talvez para um profissional isso faça diferença. Gosto muito do que cita Abilio Diniz em seu livro Caminhos e Escolhas: “o que engorda é a regra, e não a exceção”.


Costumo usar alguns suplementos, como whey protein, maltodextrina e gel de carboidrato, mas sempre que passa uma competição, fico umas duas semanas sem usá-los, simplesmente pelo fato de ser algo muito artificial. Se por um lado é ruim ser tão artificial, por outro ainda bem que temos isso, pois é algo que ajuda muito em treinos e provas!


Um produto que uso muito é o mel. Todo dia de manhã, antes do treino, como banana, mel e aveia ou granola. Isso me fornece a energia necessária para umas 2 horas de treino, acima disso preciso de suplemento durante o treino.


Até o ano passado eu tinha dificuldade em encontrar um mel que eu tivesse certeza de ser natural. Isso porque cada marca tinha um sabor totalmente diferente, ou então comprava de indicações de pessoas, que diziam que o vendedor tinha o apiário, etc, o que nunca pude comprovar e a qualidade do produto acabava sempre deixando a desejar, fosse pelo sabor, ou por cristalizar de maneira precoce.


Foi quando um colega de trabalho me contou que era dono de um apiário em Mato Grosso do Sul, em um local de preservação ambiental, fazendo com que o mel não apresentasse produtos de abelhas procedentes de centros urbanos trazendo açúcares de refrigerantes, doces ou cana de açúcar, como ocorre com a maioria dos produzidos na região Sudeste. O que me atrai neste mel é a certeza de se ter um produto 100% natural e genuinamente silvestre, com sabor muito suave quando comparado aos méis encontrados normalmente nos supermercados. Gostaria de recomendar este produto, por ser algo que uso e sei a procedência. A marca é Cia Mel do Cerrado e é comercializado principalmente nas lojas Pão de Açúcar.


Este colega está em contato com algumas empresas para incluir o mel nos alimentos / suplementos esportivos (não sei como ainda não temos isso, ou, se temos, desconheço). Além de possuir propriedades imunológicas, anti-bactericidas, expectorantes, entre outras, o mel tem 17g de carboidrato em 20ml, ou, transformando em uma medida padrão para o esporte – o de um sache do gel Gu por exemplo - em 32g o mel apresenta 19g de carboidrato, contra 25g do Gu, que também tem absorção mais rápida e é mais fácil de “descer”. Porém o mel é bem mais barato e o melhor: é natural.


Outro produto relacionado que comecei a usar e também recomendo foi extrato de própolis. No início do ano passado ficava resfriado uma vez a cada 6 a 8 semanas. Por indicação, comecei a tomar algumas gotas de própolis todos os dias pela manhã logo ao acordar. Depois disso o único resfriado que peguei foi no final da preparação para o Ironman, uns dois meses atrás.


Enfim, alimentação é um assunto bastante extenso e com margem para várias discussões, cabe a cada um encontrar o que é melhor, o que cada corpo aceita da melhor maneira possível.


quinta-feira, 3 de junho de 2010

Ironman Brasil 2010



Domingo passado foi o dia da prova mais importante do triatlhon nacional, o Ironman Brasil, em Florianópolis! Prova para qual melhor me preparei desde que comecei neste esporte, a mais de 4 anos atrás!

Quando fiz a prova em 2007, tinha um objetivo completamente diferente, o de terminar, já que é uma superação muito grande para qualquer pessoa. Desta vez, treinei para tentar me classificar para o mundial no Hawaii, o que é mais que uma vontade muito grande, um sonho.

Para isso programei cada trecho da prova, levando em conta é claro que existiriam variáveis, mas o planejamento foi feito e treinado para ser atingido, a fim de buscar uma das últimas classificações da minha categoria.

As 5:30 já estava entrando na transição para acabar de arrumar minhas coisas a tempo de aquecer um pouco no mar e largar as 7:00hs. Porém o primeiro imprevisto aconteceu ali mesmo: meu pneu dianteiro simplesmente não enchia, vazava pelo bico. Após uma correria um mecânico do evento conseguiu consertar e ainda deu tempo de aquecer antes da largada.

A natação estava bem rápida, com um pouco de correnteza a favor, me fazendo sair da água antes do tempo previsto, o que não quis dizer muita coisa já que todos nadaram melhor que o esperado.

Durante o ciclismo, fiz exatamente o que tinha planejado, nem um minuto a mais nem a menos. As duas voltas de 90km foram bem constantes, sem exagero no esforço, pensando em não comprometer a corrida.

Já na corrida, corri durante 16km de maneira muito fácil, controlando o ritmo e confiante que era necessário apenas manter para que o objetivo final fosse alcançado. Mas de repente, alguém desligou a força. Simplesmente assim, de um minuto para o outro, a força e energia desapareceram do meu corpo.

Comecei a pensar que era algo passageiro, já que tinha me alimentado bem na bike e o esforço até então estava dentro do previsto, mas o mal estar e a estafa não acabavam, pelo contrário, só pioravam!

Quando completei 21km passei pela transição em um trecho onde várias pessoas ficam torcendo. Ali, quando vi a expressão dos meus amigos ao me verem, entendi que eu estava muito pior do que eu achava. Neste momento já não pensava mais em vaga para mundial e nem em fazer um bom tempo, mas sim em simplesmente completar a prova.

Não me lembro de ter sentido mal estar tão grande. Não estou comentando em sentir algo parecido durante uma prática esportiva, estou comparando com qualquer outro momento no passado, e olha que já passei por alguns momentos bem ruins.

Após comer um pouco e beber muitos líquidos me senti um pouco melhor e consegui melhorar um pouco o ritmo, mas nada nem próximo do ritmo inicial programado!

É normal as pessoas se emocionarem ao completarem uma prova tão difícil quanto um ironman, mas durante os últimos 2km e principalmente ao completar a prova, minha emoção foi muito grande, mas principalmente de alívio, de saber que a sensação que eu sentia iria passar!

No final completei a prova em 9h48m, ficando em 26º na categoria. Apesar de tudo, é um ótimo tempo, uma diferença absurda dos 11h23m de 2007.

Mas é impressionante como nos conhecemos melhor após uma prova longa como esta. São tantas coisas acontecendo, tantos imprevistos, adaptações, superações. Tirei muitas lições de tudo isso e tenho certeza que levarei para várias áreas da minha vida!

Gostaria de agradecer muito a todos os que acompanharam e torceram. Todos os e-mails, mensagens, ligações, comentários no blog.... isso é o que realmente vale a pena!!!

Sempre falo desta prova e muita gente imagina como é, mas só indo lá e assistindo para entender o seu significado e a sua dimensão!

Ano que vem tem mais!!!

Ale Gantus

domingo, 23 de maio de 2010

Faltando uma semana...

Até que chegou rápido! Quando comecei a me preparar para o Ironman, no final de dezembro, estava a 6 meses da prova, mas o tempo passou muito rápido!


Em toda a preparação tive apenas um resfriado e uma gripe mais forte, por isso me considero de certa forma privilegiado, já que não tive nenhuma lesão, nem ao menos uma dor, foi tudo quase que perfeito. Digo privilégio, pois vi muita gente se lesionar ou ter outros problemas maiores, fazendo com que alguns desistissem da prova! Ou como diz o Lauro, um amigo que está indo para o 16º Ironman: “Sou um privilegiado por poder fazer isso!”


Esta fase final de treinos é muito tranqüila em comparação com os treinos mais fortes. Chega a um ponto onde o treino acaba sendo mais de paciência do que qualquer outra coisa! Mas este descanso ativo é fundamental para um bom desempenho.


Neste momento tenho todo um planejamento montado do que fazer na prova. Imprevistos com certeza irão ocorrer, pode ser o mar revolto, muito vento no ciclismo, etc, mas são fatos que poderão alterar alguns pontos deste planejamento, não ele como um todo. E outro fato que sempre digo: se o vento está forte, por exemplo, está forte para todos os atletas!


Muita gente me pergunta se eu estou nervoso ou muito ansioso neste momento, mas acho que a ficha ainda não caiu. Talvez o fato de a carga de trabalho ter aumentado e juntamente com os treinos, acho que não deu de parar e pensar na situação, como se abaixasse a cabeça e fosse apenas para frente. Vou para Floripa na quarta-feira, aí lá, sem trabalho, e no clima da prova devo ficar sim apreensivo, vamos ver!


Ale Gantus